Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

 A revolução científica dos séculos XVII e XVIII

            Desde o Renascimento, a Europa assistia a importância progressos na ciência, sobretudo na matemática, na física, na química e na astronomia.

            As muitas descobertas e inovações realizadas nos séculos XVII e XVIII levaram a uma verdadeira revolução científica, a qual se deveu sobretudo a uma grande mudança na forma de pensar: os conhecimentos só eram considerados correctos depois de serem confirmados pela razão e pela experiência. Esta mentalidade levou ao desenvolvimento do racionalismo e do método experimental e, portanto, ao nascimento da ciência moderna.

            Foram descobertas leis sobre o funcionamento do corpo humano, da Natureza e do Universo. Na medicina, salienta-se a descoberta da circulação do sangue por Harvey. Na física e na química, destacaram-se Torricelli, Pascal e Boyle, e na astronomia, Copérnico, Galileu, Halley, Kepler e Newton, que revolucionaram o conhecimento sobre as leis que regem o Sistema Solar.

            Os progressos na matemática, desenvolvimento por Descartes (métodos da dúvida metódica) e Leibniz, possibilidade avanços em diversas áreas da ciência.

            Os progressos científicos favoreceram o desenvolvimento tecnológico. Foram criados novos instrumentos científicos, como o termómetro, o telescópio e o microscópio, o barómetro, a calculadora mecânica e o relógio de pêndulo.

 

 A divulgação do saber científico: as academias

            Os avanços científicos e técnicos, verificados ao longo dos séculos XVII e XVIII, precisavam de ser divulgados e discutidos entre os cientistas e artistas. Para além da publicação em jornais e livros, os cientistas, artistas e escritores criaram outra forma de divulgação – as academias. Estas eram sociedades científicas onde se partilhavam ideias, conhecimentos e experiências.

            As academias tornaram-se focos de cultura e de progresso.



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A promoção da burguesia

            As medidas do Marquês para desenvolver a economia e para reduzir o poder dos grupos privilegiados favoreceram o desenvolvimento de uma nova sociedade.

            A burguesia foi protegida pelo Marquês de Pombal, que a estimulou a participar nas companhias comerciais e lhe concedeu títulos nobiliárquicos. Muitos membros deste grupo social eram antigos cristãos-novos, que deixaram de ser perseguidos pela Inquisição quando o Marquês decretou a igualdade entre cristãos-velhos e cristãos-novos.

            A ascensão social da burguesia favoreceu a mobilidade social. Muitos burgueses, que estudaram em universidades estrangeiras, vieram ocupar cargos importantes em Portugal, contribuindo para a modernização da economia e da administração.

 

 

A cidade como imagem do poder: o urbanismo pombalino

            No dia 1 de Novembro de 1755, uma grande parte da cidade de Lisboa foi destruída por um forte terramoto, seguido por um maremoto e um grande incêndio.

            Após a catástrofe, o Marquês tomou medidas rápidas para recuperar a cidade:

   - mandou enterrar os mortos e socorrer os feridos;

   - ordenou que todos os palácios e igrejas fossem vigiados para evitar que as suas riquezas fossem roubadas;

   - planificou cuidadosamente a reconstrução da cidade, proibindo que as suas casas sem respeitar esse plano.

            A reconstrução da cidade foi entregue ao engenheiro Manuel da Maia e aos arquitectos Carlos Mardel e Eugénio dos Santos, nos quais, orientados pelo Marquês, conceberam um plano revolucionário para a época. As principais características desse plano eram:

   - avenidas largas para facilitar a circulação de carro de cavalos, alternado cm as ruas mais estreitas;

   - construção de passeios para os peões;

   - distribuição dos ofícios por ruas para facilitar o comercio;

   - instalação de uma rede de esgotos;

   - construção de casas com a mesma altura e com fachada iguais;

   - utilização de formas de construção mais resistentes aos sismos;

   - construção de uma grande praça central (a Praça do Comércio).

            A nova cidade era o reflexo de uma nova concepção de Estados e de espaço urbano. O principal espaço da cidade, o Terreiro do Paço, passou a designar-se Praça do Comercio, em homenagem aos comerciantes da cidade. No centro da praça foi colocada uma estátua de D. José I exibindo, assim, a grandeza do poder do monarca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A submissão dos grupos privilegiados

            O plano de reforço do poder do Estado empreendido pelo Marquês de Pombal passou também por retirar poder aos privilegiados: clero e nobreza.

            Em 1758, o rei D. José sofreu um atentado. A ocasião foi aproveitada para implicar poderosas famílias nobres e também membros do clero – os jesuítas.

            OS jesuítas dominavam a cultura e o ensino em Portugal e nas colónias. Após terem sido implicados no atentado, foram expulsos de Portugal em 1759 e os seus bens foram confiscados pela Coroa.

            Alguns membros da alta nobreza e a família dos Távoras foram julgados, condenados à morte e os seus bens confiscados.

 

 

Fomento comercial e manufacturado

            Nos finais do reinado de D. João V, a economia portuguesa mostrava sinais de crise. As remessas de ouro do Brasil diminuíram e já não eram suficientes para pagar as importações.

            Durante o reinado de D. José I, o Marquês de Pombal desenvolveu uma política económica de regresso às ideias mercantilistas, procurando assim recuperar a economia portuguesa.

            O Marquês começou por controlar o comércio criando companhias monopolistas de comércio:

   - a Companhia do Grão-Pará e Maranhão, a Companhia de Pernambuto e Paraíba e a  Companhia da Ásia, fundadas para deter o monopólio do comércio colonial com o Brasil e o Oriente;

   - a Companhia das Pescas do Algarve;

   - a  Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para controla a produção e comércio do vinho do Porto.

            Estas companhias eram atribuídas com dinheiro de accionistas e ficavam com o monopólio do comércio dos produtos.

            O comércio colonial não dava os lucros desejados, pelo que o Marquês empreendeu uma politica de fomento da indústria:

   - reorganizou as fabricas reais de lanifícios;

   - fundou e renovou fabricas de vidros, louças, cutelarias e de fundição, entre outras;

   - fundou a primeira fábrica de refinação de açúcar;

   - reorganizou a Real Fábrica das Sedas;

   - contratou técnicas estrangeiros para melhorarem a produção;

   - aplicou medidas proteccionistas para os produtos nacionais

 

 

 

 

 

 

O reforço do Estado no período pombalino

            Após a morte de D. João V sucedeu-lhe o seu filho, D. José I. Este nomeou para seu ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, a quem concedeu o título de Marquês de Pombal. Neste período, o absolutismo atingiu a sua última fase, designada de despotismo esclarecido ou iluminado, o qual associava ao poder absoluto as ideias de progresso e modernização.

            Partindo da ideia de que o rei era iluminado pela razão, o despotismo defendia um reforço do poder régio para que o monarca pudesse governar a favor do bem-estar e do progresso dos seus súbditos.

            Tal como acontecia noutros países da Europa, o Marquês de Pombal empreendeu uma série de reformas com o objectivo de reforçar o poder do rei. Assim, as principais medidas de reforço do Estado foram:

   - a reorganização da administração central, com a criação do Erário Régio (1761) que passou a controlar as finanças públicas;

   - as reformas dos tribunais e do ensino;

   - a criação da Intendência-Geral da Politica de Lisboa (1760);

   - a criação da Real mesa Censória para censurar livros e publicações contra o regime, limitando os poderes da Inquisição.



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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

A arte barroca

            O barroco foi o reflexo de uma nova época de uma nova mentalidade. Este movimento artístico nasceu em Roma e estendeu-se por toda a Europa, pelo Brasil e América Latina.

            As principais características do barroco são:

   - o gosto pelo movimento;

   - pela emoção  e pelo o espectacular;

   - proliferando os volumes,

   - as curvas e contracurvas;

   - a ornamentação;

   - os contrastes de cor,

   - luz e sombra;

   - a sensualidade das formas e horror ao vazio.

 

 A arquitectura barroca

            A arquitectura barroca manteve as estruturas da renascentista, mas abandonou a sobriedade e o equilíbrio do Renascimento e substitui-os por outras características, tais como:

   - grandiosidade e riqueza na decoração através de esculturas, pinturas, talha dourada e, em Portugal, com a utilização do azulejo;

   - ideia de movimento, através das fachadas onduladas, as plantas ovais e em elipse e das curvas e contracurvas.

             O ouro do Brasil permitiu a construção e renovação de muitos edifícios religiosos e civis, neste período, em Portugal. As cidades de Porto e Braga têm um grande número de construções barrocas. Destacam-se os arquitectos Nicolau Nasoni, o autor de obras como a Torre dos Clérigos e o Palácio do Freixo, no Porto, e o Solar de Mateus, em Vila Real, e Ludovice, arquitecto do Palácio-Convento de Mafra. A Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e o Aqueduto das Águas Livres são outros dois exemplos de arquitecto barroca portuguesa. 

 Igreja de Santa Inês, Roma

 

 A escultura e a pintura barrocas

            A escultura barroca transmite emoção e dramatismo. É marcada pela exuberância das formas, pelas expressões teatrais e pelo movimento. Em Itália, destacam-se Frei Cipriano da Cruz Sousa, José de Almeida, António Ferreira e Machado de Castro.

            A pintura barroca é caracterizada por cores fortes e variadas, contrastes de luz e sombra, movimento e dramatismo das figuras e das cenas. Os principais pintores barrocos foram Rembrandt, Rubens, Velázquez e Murillo. Em Portugal destacam-se Vieira Lusitano.

            O Barroco português foi marcado pelas artes decorativas, como a talha dourada, o azulejo e a ourivesaria.

    

- Escultura barroca:

          

 

 

 

- Pintura barroca:

 

 



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Mercantilismo em Portugal

   - As ideias mercantilistas foram trazidas de França por Duarte Ribeiro Macedo embaixador de Portugal.

            Foram aplicadas por Luís de Menezes, conde da Ericeira, no reinado de D. Pedro II.

 

ÞMedidas mercantilistas

   - A criação de novas manufacturas, sobretudo no sector têxtil, e o reforço do apoio às que já existiam;

   - A publicação das pragmáticas, leis que proibiam a importação e uso de alguns produtos estrangeiros;

   - A atribuição de empréstimos e privilégios a investidores estrangeiros que instalassem as suas fábricas em Portugal.

 

ÞCausas da introdução do mercantilismo em Portugal

   - A crise comercial que ocorreu a partir de 1650, em a descida do preço do açúcar brasileiro nos mercados europeus.

   - Esta crise comercial agravou-se na década de 70 devido à concorrência do açúcar produzido nas Antilhas inglesas e holandesas.

   - Para resolver este défice da balança comercial, os portugueses adoptaram o mercantilismo.

 

 

 

 

 

Falência das medidas mercantilistas – D. João V

   - Ressurgimento do comércio colonial, sobretudo do açúcar e tabaco.

   - Tratamento de Methuen: foi assinado em 1703, entre Portugal e Inglaterra.

            Portugal comprometeu-se aceitar, sem restrições os têxteis ingleses. Em contra partida a Inglaterra reduzia as taxas alfandegárias vinhos portugueses, facilitando a sua nova industria.

   - Descoberta do ouro no Brasil: este foi descoberto graças ao esforço dos bandeirantes, na região de minas gerais. Com esta abundância de ouro acabavam os entraves à importação de produtos estrangeiros. Esta descoberta de ouro teve consequências negativas para Portugal como: - emigração para minas gerais;

                                                                                                               - diminuição das preocupações mercantilistas de fomento industrial. Portugal ficava assim dependente economicamente de Inglaterra.

 

 

Caracterização do antigo regime

            É o período histórico, entre os séculos XVI e XVIII, que se caracterizou, na política, pelo absolutismo, na económica, pelo mercantilismo e, na sociedade, pela divisão em ordens. Esta designação foi atribuída pelos historiadores, após as revoluções liberais de finais do século XVIII, para designação o período que vigorava antes destas revoluções.

 

 

Absolutismo régio

            Entre os séculos XVI e XVIII vigorou, na maior parte dos países da Europa. As suas características são: a ideia do direito divido dos reis, ou seja, defendia-se que, como o rei recebia o seu poder directamente de Deus; o rei concentrava em si todos os poderes e funções do estado: a politica, a justiça, a administração e a economia; todos os grupos sociais estavam subjugados ao poder do rei.

 

 

Sociedade no antigo regime

            Nos séculos XVI, XVII XVIII, a sociedade portuguesa, tal como acontecia no resto da Europa, estava organizada em três ordens ou estados: clero, nobreza e terceiro estado. Cada uma destas ordens tinha funções, direitos, deveres, formas de vestir e de estar próprias.

            A sociedade do Antigo Regime era uma sociedade hierarquizada, ou seja, ordenada por categorias sociais.

            O clero ocupava-se do culto, do ensino e da assistência.

            A nobreza tinha funções militares e ocupava cargos na política e na administração.

            O terceiro estado tinha obrigações para com as outras ordens, não possuía quaisquer privilégios e era ele que assegurava as actividades produtivas.

 

 

Medida mercantilista do Marquês de Pombal

            As ideias mercantilistas eram: reorganizar as fábricas reais de lanifícios; fundou e renovou fábricas de vidros, louças, cutelarias e de fundição, entre outras; fundou a primeira fábrica de refinação de açúcar; reorganizou a real fábrica das sedas; contratou técnicas estrangeiras para melhorarem a produção; aplicou medidas proteccionistas para os produtos nacionais.

 

 

 



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 Império Inglês

ÞActos de navegação

            O primeiro acto de navegação foi publicado por Oliver Cromwell, em 1651. Segundo este, o transporte de mercadorias de outros países ou das colónias inglesas para Inglaterra só poderia ser feito por navios ingleses ou por navios do país de origem dos produtos.

 

ÞObjectivos

   - Arruinar a frota holandesa;

   - Incentivar a construção naval inglesa;

   - Desenvolver a marinha mercante inglesa.

 

Comércio triangular

            Era realizado através das rotas Atlânticas. Nele estavam envolvidas três continentes: Europa, África e América.

            Da Europa os navios transportavam armas, têxteis, álcool para África. Aqui os navios eram carregados de escravos essencialmente com destino
à América, para trabalharem nos engenhos de açúcar brasileiros e nas minas da América Espanhola.

             Este comércio permitiu o desenvolvimento de um importante tráfico de escravos. Estes eram trazidos nos porões dos navios em condições infra-humanas

 

 

 

Restauração da Independência 1 de Dezembro de 1640

 

ÞCausas

            As promessas feitas nas Cortes de Tomar, em 1581, por Filipe II deixaram de ser compridas, assim houve:

   - O descontentamento generalizado da população: a burguesia devido á queda dos seus negócios; o povo devido ao aumento dos i postos; a nobreza porque perdeu rendimentos e cargos;

   - Os cargos, títulos e bens portugueses foram dados a espanhóis;

   - Os portugueses foram obrigados a combater em conflitos que não lhes dizia respeito como por exemplo a revolta na Catalunha;

   - Os inimigos de Espanha tornam-se inimigos de Portugal e atacam o nosso Império Colonial.

            Por estas razões instalaram revoltas pelo país como a revolta do Manuelino em Évora Monte, que se estendeu pelo país.

            Assim, um grupo composto de fidalgos revoltou-se no dia 1 de Dezembro.

            Os revoltosos prenderam a Duquesa de Mântua e assassinaram Miguel de Vasconcelos que era o secretário de estado.

 D. João Duque de Bragança foi aclamado rei com o título de D. João IV, iniciando-se assim a 4ª dinastia.

 

 

 

Causas do atraso da agricultura no Antigo Regime

   - Regime senhorial: os camponeses estavam sobre carregados de impostos e obrigações;

   - Muitas terras ficavam em pousio;

   - Falta de mão-de-obra e de investimentos;

   - Técnicas agrícolas muito rudimentares;

   - Falta de animais tanto para ajudar nas tarefas agrícolas como para fazer estrume.

 

 

Mercantilismo

            Doutrina económica que vigorou no antigo regime – período entre os séculos XVII e XVIII.

            Para os mercantilistas a riqueza de um país estava na quantidade de metais preciosos que ele possui-se.

            Para consegui-los era necessário exportar muito e importar pouco, de modo a que a balança comercial fosse favorável.

            Para diminuir as importações o estado passou a entrevir na economia, protegendo a concorrência estrangeira.

 

 

Medidas mercantilistas de Colbert

            Um dos modelos mais característicos do mercantilismo foi o aplicado em França super intendente – geral das finanças o rei D. Luís IV, Colbert. Este:

   - Protegeu a indústria incentivando a criação de manufacturas (grandes empresas de produção artesanal;)

   - Protegeu as manufacturas nacionais através de: - concessão do monopólio de fabrico de certos produtos;

                                                                                              - isenção de impostos;

                                                                                              - contratação de técnicas estrangeiras;

                                                                                              - aumento das taxas alfandegárias sobre os produtos estrangeiros concorrentes.

 



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Império colonial Holandês
ÞRazões da isenção da Holanda:
   - Desenvolvimento da agricultura e da indústria (têxtil construção naval, etc.);
   - Desenvolvimento do comércio: o grande número de barcos permitiu aos holandeses fazer fretes baratos. Assim tornaram-se intermediários entre o Norte e o Sul da Europa.
            Do Norte traziam: cereais, madeira, têxteis.
            Do Sul traziam: sal, açúcar e especiarias de Lisboa.
            Prata e ouro de Sevilha;
   - Desenvolvimento de uma burguesia activa e empreendedora.
 
ÞInstituições de apoio ao comércio colonial:
   - Banco de Amesterdão;
   - Bolsa de valores;
   - Companhia das Índias Ocidentais para o comércio feito com a América (do açúcar e escravos);
   - Companhia das Índias Orientais para o comércio com o Oriente através da Rota do Cabo.

 

 

Promessas feitas nas Cortes de Tomar por Filipe I
   - Os impostos não eram aumentados sem o consentimento das Cortes;
   - Continuava a poder cunhar e usar moeda própria;
   - Mantinha a língua portuguesa como língua oficial;
   - Mantinha nos altos cargos da justiça da Igreja, da administração pública e do Império Ultramarino funcionários portugueses.
 
União Ibérica
            D. Sebastião, para reorganizar o império português no Norte de África, preparou uma expedição militar com destino a Marrocos.
             Devido à má organização do exército, D. Sebastião foi vencido em Alcácer Quibir.
            Sucedeu-lhe no trono o seu tio-avô, Cardeal D. Henrique, que por ser já idoso morreu em 1580, sem preparar a sua sucessão.
            Surgem assim vários pretendentes ao trono, todos netos de D. Manuel I. Deles destacamos: - D. Catarina de Bragança: esta cedeu às pretensões de Filipe II.
                                     - Filipe II de Espanha: era apoiado pela nobreza, clero e burguesia que pretendiam obter privilégios já que o império espanhol no seu poder.
                                    - D. António Prior de Crato: era apoiado pelo povo que não queria Filipe II, pois temia perder a independência.
            Este ao saber que Filipe II se preparava para invadir Portugal organizou um pequeno e mal preparado exercito que foi derrotado na batalha de Alcântara em 1580.
            Filipe II foi aclamado rei de Portugal nas Cortes de Tomar em 1581, com o título de Filipe I.

 

 

Condicionalismo favorável à União Ibérica
   - A crise do império português do Oriente e a grande posterioridade de Espanha;
   - Casamentos entre famílias reinantes portugueses e espanholas; 
   - Interesses da burguesia mercantil em particular nos circuitos comerciais do império espanhol;
   - A morte de D. Sebastião em Alcácer Quibir.

 

 

 Razões do apogeu do Império espanhol

            Entretanto, os espanhóis, que havia iniciando a expansão ultramarina com as viagens de Cristóvão Colombo (finais do século XV), descobriram e conquistaram gradualmente a América Central e do Sul (com excepção do Brasil). Fernão de Magalhães e Sebastião D’Elcano fizeram a primeira viagem a circum-navegação (1519-1522) e, com isso, os espanhóis conseguiram também a rota de Manila.
            Através destas realizações, o Império Espanhol passou a dispor dos metais preciosos (ouro e prata) da América e das especiarias orientais.
            Na segunda metade do século XVI, o Império espanhol atingiu o seu apogeu e Espanha tornou-se a maior potência colonial e comercial da Europa.


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Causas da crise do império português do Oriente
            Em meados do século XVI, Portugal e o seu império entraram em crise. Esta situação deveu-se principalmente aos seguintes factores:
   - A política do mareclausum, definida pelo Tratado de Tordesilhas, começou a ser posta em causa por holandeses, franceses e ingleses, que defendiam o mareliberum e, por isso, apoiavam os ataques de piratas e corsários às embarcações e aos territórios portugueses;
   - O monopólio português do comércio das especiarias orientais também se foi perdendo por causa da recuperação das rotas do Levante (mar Vermelho, Constantinopla e Mediterrâneo oriental) pelos muçulmanos;
   - A população do reino de Portugal era escassa para povoar as tão vastas, dispersas e longínquas regiões do Império Português;
  - Os fracos recursos financeiros de que os nossos reis dispunham e a corrupção dos altos funcionários encarregados do comércio tornaram a administração do império muito difícil.
            Na sequência destas dificuldades, Portugal abandonou algumas terras conquistadas (praças militares e feitorias), sobretudo no reinado de D. João III.
 
 
 
 
Inquisição ou Tribunal do Santo Oficio: Foi criada no século XIII para combater a heresia albigense.
            Foi reorganizada em 1542 pelo Paulo III para combater a heresia protestante, perseguir judeus e cristãos-novos assim como costumes aos bons costumes e à moral.
            Os processos decorriam do seguinte modo:
   - Aceitavam-se denúncias anónimas;
   - A tortura era feita em exagero e com requintes de malvadez da fase de distorção;
   - Quando se era considerado culpado era-se condenado à morte em autos-de-fé.
            A sua acção foi bastante nociva porque:
   - Afugentou intelectuais;
   - Limitou actividade artística;
   - Criou ódio na sociedade e nas próprias famílias.
            A inquisição foi introduzida em Portugal no reino de D. João III ficando acentuado o processo de Danião de Góis.
 
 
 
Índex: Era um catálogo de livros cuja leitura era proibida aos católicos sobre pena de excomunhão.
 
 
Companhia de Jesus: 1540 – Foi fundada por Inácio de Loyola, um oficial espanhol que depois deferido numa resolveu trocar a espada pela cruz.
            Paulo III aprovou a criação desta ordem.
            Os Jesuítas dedicavam-se:
   - difusão da fé, evangelizando as populações em África, Ásia e América;
   - Evitar o avanço do protestantismo através da pregação e do ensino que era feito em muitas colégios e universidades.
 


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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

 Concilio de Trento: 1545-63 – Foi convocada pelo papa Paulo III mas prolongou-se pelos pontificados de Júlio III e Pio IV.

 

ÞDecisões do concilio relativamente a questões disciplinares:

            - Manteve-se o celibato dos sacerdotes;

            - Criaram-se seminários para a formação do clero;          

            - Criaram-se normas sobre a vida exemplar que devia levar o clero.

ÞDecisões do concilio relativos ao culto e ao dogma:

            - Reafirmou-se os sete sacramentos;

            - Reafirmou-se o culto Virgem Maria e dos Santos;

            - As fontes de fé são a Bíblia e a Tradição;

            - A salvação está na Fé e nas Boas Obras;

            - Reforça-se a autoridade do papa.  

 

 

 

Reforma Católica e Contra-Reforma

Face ao avanço do protestantismo, a Igreja Católica reagiu através de:

   - Reforma Católica: movimento de renovação eterna (os bispos, papas, …) através de: - Concilio de Trento;

                   - Companhia de Jesus.

   - Contra-reforma: movimento de combate ao protestantismo através de:

                   - Índex;

                   - Inquisição.

 

 

 

Igrejas protestantes

   -  Luterana

   - Anglicana: esta foi criada por Henrique VIII e defendia a Lei da Supremacia (o rei de Inglaterra era o chefe da igreja no se país).

   - Calvinista: criada por Calvino e defendia a teoria da predestinação (Deus teria destinado a uns a vida eterna e a outros a maldição independentemente das obras de cada um).

 

          

               Martinho Lutero

 

 

 

 

   

                 João Calvio

 

 

 

                         Henrique VIII

 

 

     Princípios da igreja protestante
   - A salvação estava na fé;
   - O direito de toda a gente interpretar livremente a Bíblia (daqui esta a ser traduzida nas várias línguas);
   - Recusa do culto da virgem Maria e dos Santos;
   - Aceitação do casamento dos pastores (fim do celibato);
   - Aceitação de apenas 2 casamentos: baptismo e a comunhão.

 

 

 

 

 

Reforma protestante
            Martinho Lutero, um monge agostinho, professor da Universidade de Wittenberg, vai iniciar o movimento da reforma protestante.
            Ele reagiu contra a pregação da bula de indulgências do papa Leão X. Este para fazer face aos elevados custos das obras da basílica de S. Pedro em Roma, pediu ajuda aos fiéis e estes a troca de donativos compravam uma bula de indulgências que lhes perdoaria os pecados.
            Lutero publicou e afixou nas portas da catedral de Wittenberg as “95 teses contra as indulgências”.
     Foi excomungado, é expulso do império alemão mas teve o apoio dos principais alemães que pretendiam;
 - Diminuir o poder do papa;
  - Tornarem-se chefes da igreja nos seus estados;
   - Apropriarem-se das riquezas do clero.

 

 

 

 

A crise da igreja no século XVI
A igreja católica, no século XVI, viveu uma grave crise que vinha já da Idade Média.
 
Þ As causas dessa crise são:
   - A vida luxuosa em que levavam os vários membros da igreja;
   - Os papas comportavam-se como poderosos príncipes interferindo em assuntos políticos;
   - Os cargos eclesiásticos eram muitas vezes comprados: simonia;
   - Os bispos não residiam nas suas dioceses;
   - Entre 1378 e 1417 deu-se o cisma do Ocidente em que à frente da cristandade estiveram dois papas: u m em Roma e outro em Avinhão;
   - As denuncias dos abusos da igreja por parte de intelectuais e humanistas como João Huss e Savanarola que acabaram por ser julgados e condenados em autos-de-fé;
   - A venda de indulgências.
 
 
Bula de indulgências: é um documento em que eram perdurantes, em troca de dinheiro, as penitencias devidas pelos pecadores.

 

 

 

 

 A propagação das ideias humanistas deve-se a:

   - Às obras sobre estes novos ideias;

   - Aos contactos com intelectuais de vários países;

   - À discussão de temas e ao ensino em algumas Universidade e Academias;

  - À acção da imprensa – criada em meados do século XV na Alemanha, por Guttenberg. Esta permitiu uma maior quantidade de livros e consequentemente uma maior difusão das ideias humanistas.

A primeira obra a ser impressa foi a Bíblia.

 



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A propagação das ideias humanistas deve-se a:

   - Às obras sobre estes novos ideias;

   - Aos contactos com intelectuais de vários países;

   - À discussão de temas e ao ensino em algumas Universidade e Academias;

  - À acção da imprensa – criada em meados do século XV na Alemanha, por Guttenberg. Esta permitiu uma maior quantidade de livros e consequentemente uma maior difusão das ideias humanistas.

A primeira obra a ser impressa foi a Bíblia.

 

 

 

Humanismo

            É um movimento essencialmente literário integrado no renascimento, onde se valorizava o Homem.
Principais humanistas
 Þ Em Itália:
   - Pico dellaMirandola: humanista cristão nascido em Florença.
   -Castiglione: a sua principal obra chama-se “ O cortesão” pelo autor traçou-o a características que um cidadão deve ter no plano moral, intelectual e físico. O perfeito cortesão deveria dominar todos os saberes.
   - Maquiavel: foi o criador da ciência política na sua obra “ O príncipe”. Aqui defende a necessidade do príncipe saber actual de forma a conservar o poder.
  
Þ Na Holanda:
  -Erasmo de Roterdão: é considerado o maior humanista. Vigou pelos principais países europeus e correspondeu-se com intelectuais de várias nacionalidades. Na sua obra “o elogio da loucura” revela um apurado espírito crítico, apelando para uma reforma moral e religiosa da sociedade.
 
Þ Em Inglaterra:
  - Tomas More: na sua obra “Utopia” o autor descreve uma sociedade ideal, onde a ignorância e a pobreza deveriam-se ser banidas. 
 
Þ Em Portugal:
   -António Gouveia: lesionou na Universidade de Paris.
   - André Gouveia: dirigiu o colégio das artes de Coimbra.
   - Damião de Góis: foi um importante diplomata, músico e escritor. É considerado o homem mais culto de Portugal no século XVI. Foi julgado e condenado pela Inquisição.
 
  
Principais escritores humanistas
Dante, Petrarca, Bocaccio: apesar de terem vivido ainda no século XIII, são considerados precursores do renascimento.
 
Shakespeare: “Romeu e Julieta”, “Otelo”, “Hamlet” 
Miguel Cervantes: “D. Quixote de La Mancha”
Luís de Camões: “Os Lusíadas ”
 

 

 

 

Características do renascimento

   - Antropocentrismo: durante o renascimento era o Homem que estava no centro de todas as preocupações da humanidade, enquanto na idade média era Deus e os problemas espirituais que preocupavam o Homem: teocentrismo

   - Classicismo: os Homens do renascimento inspiravam-se nos modelos clássicos.

   - Individualismo: afirmação pessoal de cada indivíduo e a valorização das suas realizações: o Homem manifestava grande confiança em si próprio.

   - Espírito crítico: principio que levava à recusa do dogmatismo (verdades que não podiam ser contestados) e do saber livresco, atribuído um grande valor à observação e à experiencia.

 

 

 

 

Itália foi o berço do renascimento devido a:

   - Itália era constituída por várias cidades autónomas como Roma, Florença, Veneza …, que tinha enriquecido graças ao comércio internacional e que rivalizavam entre si, pretendendo ter os mais belos museus, bibliotecas e os pensadores mais célebres;

   - Em Itália havia muitos vestígios da cultura clássica que inspiravam os artistas;

   - Com o avanço dos turcos e a queda do império romano do Oriente muitos intelectuais e artistas bizantinos refugiaram-se em Itália aí dando o seu atributo cultural;

   - Em Itália havia banqueiros, comerciantes ricos, príncipes que gostavam de arte e protegiam os artistas comprando-lhes obras. Eles faziam-no para usufruírem dessas obras mas também para se promoverem socialmente – eram os mecenas.   

            Exemplo:

   - Em Florença: Lourenço de Médias

   - Em Roma: os papas, Júlio II e Leão X

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por historia8d às 08:58 | link do post | comentar | favorito

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