Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

 

 

 

A promoção da burguesia

            As medidas do Marquês para desenvolver a economia e para reduzir o poder dos grupos privilegiados favoreceram o desenvolvimento de uma nova sociedade.

            A burguesia foi protegida pelo Marquês de Pombal, que a estimulou a participar nas companhias comerciais e lhe concedeu títulos nobiliárquicos. Muitos membros deste grupo social eram antigos cristãos-novos, que deixaram de ser perseguidos pela Inquisição quando o Marquês decretou a igualdade entre cristãos-velhos e cristãos-novos.

            A ascensão social da burguesia favoreceu a mobilidade social. Muitos burgueses, que estudaram em universidades estrangeiras, vieram ocupar cargos importantes em Portugal, contribuindo para a modernização da economia e da administração.

 

 

A cidade como imagem do poder: o urbanismo pombalino

            No dia 1 de Novembro de 1755, uma grande parte da cidade de Lisboa foi destruída por um forte terramoto, seguido por um maremoto e um grande incêndio.

            Após a catástrofe, o Marquês tomou medidas rápidas para recuperar a cidade:

   - mandou enterrar os mortos e socorrer os feridos;

   - ordenou que todos os palácios e igrejas fossem vigiados para evitar que as suas riquezas fossem roubadas;

   - planificou cuidadosamente a reconstrução da cidade, proibindo que as suas casas sem respeitar esse plano.

            A reconstrução da cidade foi entregue ao engenheiro Manuel da Maia e aos arquitectos Carlos Mardel e Eugénio dos Santos, nos quais, orientados pelo Marquês, conceberam um plano revolucionário para a época. As principais características desse plano eram:

   - avenidas largas para facilitar a circulação de carro de cavalos, alternado cm as ruas mais estreitas;

   - construção de passeios para os peões;

   - distribuição dos ofícios por ruas para facilitar o comercio;

   - instalação de uma rede de esgotos;

   - construção de casas com a mesma altura e com fachada iguais;

   - utilização de formas de construção mais resistentes aos sismos;

   - construção de uma grande praça central (a Praça do Comércio).

            A nova cidade era o reflexo de uma nova concepção de Estados e de espaço urbano. O principal espaço da cidade, o Terreiro do Paço, passou a designar-se Praça do Comercio, em homenagem aos comerciantes da cidade. No centro da praça foi colocada uma estátua de D. José I exibindo, assim, a grandeza do poder do monarca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A submissão dos grupos privilegiados

            O plano de reforço do poder do Estado empreendido pelo Marquês de Pombal passou também por retirar poder aos privilegiados: clero e nobreza.

            Em 1758, o rei D. José sofreu um atentado. A ocasião foi aproveitada para implicar poderosas famílias nobres e também membros do clero – os jesuítas.

            OS jesuítas dominavam a cultura e o ensino em Portugal e nas colónias. Após terem sido implicados no atentado, foram expulsos de Portugal em 1759 e os seus bens foram confiscados pela Coroa.

            Alguns membros da alta nobreza e a família dos Távoras foram julgados, condenados à morte e os seus bens confiscados.

 

 

Fomento comercial e manufacturado

            Nos finais do reinado de D. João V, a economia portuguesa mostrava sinais de crise. As remessas de ouro do Brasil diminuíram e já não eram suficientes para pagar as importações.

            Durante o reinado de D. José I, o Marquês de Pombal desenvolveu uma política económica de regresso às ideias mercantilistas, procurando assim recuperar a economia portuguesa.

            O Marquês começou por controlar o comércio criando companhias monopolistas de comércio:

   - a Companhia do Grão-Pará e Maranhão, a Companhia de Pernambuto e Paraíba e a  Companhia da Ásia, fundadas para deter o monopólio do comércio colonial com o Brasil e o Oriente;

   - a Companhia das Pescas do Algarve;

   - a  Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, para controla a produção e comércio do vinho do Porto.

            Estas companhias eram atribuídas com dinheiro de accionistas e ficavam com o monopólio do comércio dos produtos.

            O comércio colonial não dava os lucros desejados, pelo que o Marquês empreendeu uma politica de fomento da indústria:

   - reorganizou as fabricas reais de lanifícios;

   - fundou e renovou fabricas de vidros, louças, cutelarias e de fundição, entre outras;

   - fundou a primeira fábrica de refinação de açúcar;

   - reorganizou a Real Fábrica das Sedas;

   - contratou técnicas estrangeiros para melhorarem a produção;

   - aplicou medidas proteccionistas para os produtos nacionais

 

 

 

 

 

 

O reforço do Estado no período pombalino

            Após a morte de D. João V sucedeu-lhe o seu filho, D. José I. Este nomeou para seu ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, a quem concedeu o título de Marquês de Pombal. Neste período, o absolutismo atingiu a sua última fase, designada de despotismo esclarecido ou iluminado, o qual associava ao poder absoluto as ideias de progresso e modernização.

            Partindo da ideia de que o rei era iluminado pela razão, o despotismo defendia um reforço do poder régio para que o monarca pudesse governar a favor do bem-estar e do progresso dos seus súbditos.

            Tal como acontecia noutros países da Europa, o Marquês de Pombal empreendeu uma série de reformas com o objectivo de reforçar o poder do rei. Assim, as principais medidas de reforço do Estado foram:

   - a reorganização da administração central, com a criação do Erário Régio (1761) que passou a controlar as finanças públicas;

   - as reformas dos tribunais e do ensino;

   - a criação da Intendência-Geral da Politica de Lisboa (1760);

   - a criação da Real mesa Censória para censurar livros e publicações contra o regime, limitando os poderes da Inquisição.



publicado por historia8d às 09:38 | link do post | comentar | favorito

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